Hospital Regional realiza 363 cirurgias ortopédicas no primeiro semestre de 2017

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O Hospital Dr. José de Simone Netto (Hospital Regional de Ponta Porã) realizou de janeiro a junho desse ano, 1029 cirurgias e, deste total, a maior parte é ortopédica. Além disso, é importante destacar que as cirurgias eletivas, que não estavam sendo realizadas desde 2015, são uma realidade desde abril deste ano. Esses números mostram o avanço na prestação de serviços de assistência à saúde e atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecidos no Hospital Regional de Ponta Porã pelo Governo do Estado através da gestão do Instituto Gerir.
Os investimentos na instituição e os procedimentos cirúrgicos realizados têm acabado com o sofrimento de muitos pacientes de Ponta Porã e da microrregião sul, além de não serem mais necessárias grande parte das transferências de pacientes para Dourados ou Campo Grande, como acontecia antes.
Comparativamente, analisando os números do primeiro semestre de 2016, antes da implantação do novo modelo de gestão, e o primeiro semestre de 2017, observa-se uma grande evolução nos procedimentos cirúrgicos realizados. De janeiro a junho do ano passado, foram realizadas no Hospital Regional 589 cirurgias, sendo 222 ortopédicas, e o custeio mensal nesta época girava em torno de R$ 2,3 milhões. 
Atualmente, o Governo Estadual repassa ao Gerir cerca de R$ 1,9 milhão, conforme previsto em contrato, e no primeiro semestre deste ano foram realizadas mais de 1000 cirurgias, quase o dobro em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 363 apenas cirurgias ortopédicas.
“Com esses números, nós queremos mostrar à população que, mais do que a falta de dinheiro, o que muitas vezes falta para o sistema de saúde é gestão, pois se consegue fazer mais com menos. Acho que a grande mensagem é essa, a de apresentar o grande diferencial de uma boa gestão, que consegue otimizar o recurso público”, destaca o diretor do Hospital Dr. Mário César Bittencourt Madureira.
 
Trânsito X ortopedia
Estatísticas do 4º Grupamento de Bombeiros Militar de Ponta Porã mostram que 98% dos acidentes no município envolvem moto. Segundo coordenador da clínica ortopédica do Hospital, Dr. Diego Ricardo Gomes Galeano, grande parte das cirurgias de urgência e emergência são de múltiplas lesões e fraturas. O médico diz também há um crescimento de procedimentos de trauma de fêmur em idosos. “Infelizmente temos essa realidade dos altos índices de acidentes de moto na fronteira, até mesmo pela facilidade em comprar um veículo desse tipo, mas o mais importante a destacar aqui é que estamos dando assistência e acompanhamento necessário para todos os pacientes, inclusive os das outras cidades da microrregião, no pré e pós-operatório de ortopedia e traumatologia”, completa.
Izidro Benites, de 29 anos, movimentador de mercadorias, fraturou a perna esquerda em um acidente de moto. O paciente diz que ao chegar ao Hospital já foi operado. “Desde a minha entrada fui muito bem atendido e orientado pela equipe, sempre muito atenciosos, falaram dos cuidados e da importância do repouso nesse período depois da cirurgia, sou grato por isso”. O paciente Valdir Pereira de Oliveira, de 53 anos, maquinista, também feriu gravemente uma das pernas em um acidente de moto e está em sua quarta-cirurgia. “Estou há sessenta dias no Hospital, e digo que já estou casa, não pelo tempo, mas pelo tratamento das pessoas comigo”.
Para o agricultor, Valdir de Souza, de 32 anos, morador no município de Sete Quedas, ter tratamento cirúrgico garantido em Ponta Porã facilita muito, mas o que o surpreendeu foi o acolhimento. “O que mais quero é ficar bem logo e ir para casa. Mas quero muito poder retornar ao Hospital com minha família e agradecer a cada uma das pessoas que me trataram bem, desde um sorriso que deram, ao pessoal da limpeza e camareiras, a alimentação, e principalmente os enfermeiros e o médico que nesses dias vem me acompanhado com cuidado e atenção”, finaliza. 
Assessoria

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